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PRIMEIRA TRADIÇÃO DE A. A. 22/01/2017 - 20:23
PRIMEIRA TRADIÇÃO DE A. A.
Estimados companheiros e estimadas companheiras, meu nome é magno, sou um alcoólico que hoje não ingeriu nada de bebidas alcoólicas, graças a Deus do meu entendimento, que para mim hoje é energia, pois tudo no universo é energia, e Deus é tudo, e a A.A. aqui representado por vocês todos. Não tenho a intenção de ensinar algo a vocês, não venho dizer o que vocês devem fazer, nem como fazer, simplesmente por esta temática, voz falar do que aprendi sobre as Tradições de A.A., e mais propriamente sobre a Primeira, junto com muitos companheiros e companheiras da de nossa Irmandade.


A UNIDADE

A Unidade não brota por si só no nosso meio, ela só pode existir nas nossas ações e atitudes, ela precisa ser buscada permanentemente por cada um de nós. O fato de estarmos juntos não gera a Unidade, ela é decorrente de um trabalho mais profundo que leva a pensamentos e ações na mesma direção e sentido, tendo por base os Três Legados de A.A..

A recuperação é básica para a Unidade, sabemos por experiência, que não se vivencia bem as tradições nem os conceitos sem uma boa recuperação e permanência nesse programa por toda a vida. A recuperação não consiste numa intelectualização de conhecimento dos princípios de nossa Irmandade, mas na prática tranquila, persistente e organizada desses princípios, sem sofrimento pelo possível pequeno e vagaroso progresso alcançado, em todos os momentos de nossas vidas. A compreensão, e aceitação dos princípios de A.A. que até podem nos fazer parar de beber é uma situação comum entre nós, mas o exercício de fato desses princípios é que trazem como consequência a felicidade, a paz e a capacidade de proceder com tolerância no exercício dos processos que consolidam a Unidade. Como é difícil a mudança de um comportamento, por largo período de tempo condicionado a pensar, entender, sentir e agir doentia e inconscientemente.

Éramos autómatos inconscientes do equívoco. Com a vivência da filosofia de nossa Irmandade, passamos tanto quanto possível, desse estado inconsequente e lamentável de vida, para o estado do exercício consciente do acerto, e aos poucos, sempre um pouco mais, para o estado de autómatos inconscientes desse acerto; isto é maravilhoso, mas o progresso é lento e exige muita disciplina e permanente vigilância no exercício da mudança, por toda a nossa vida; daí decorre a paz e a possibilidade da Unidade permanente. Equivoco e acerto aqui tem a conotação, de estarmos mais distantes ou mais próximos das Leis Divinas e por consequência dos princípios de A.A..

O segredo da força das tradições, são que elas tem origem na experiência de vida e estão arraigadas no amor. Elas confessam nossas falhas como sociedade, defeitos esses que nos ameaçam; elas nos dão as normas para a harmonia e para mantermos a Unidade enquanto Deus quiser. O indivíduo não se recupera sozinho e aí surge a compreensão do sentimento holístico, ou de que ele faz parte do grande todo. Nenhum sacrifício é grande demais para preservar a Irmandade.

O indivíduo entende que o clamor dos desejos e ambições devem ser silenciados, sempre que prejudiquem o grupo ou a Irmandade. Estes precisam sobreviver para que o indivíduo não pereça, e sem Unidade a nossa Irmandade sofre, e pode morrer. O homem livre se associa voluntariamente ao interesse comum. A.A. é assim. A sede mundial de nossa Irmandade não dá ordens, ao contrário, é nossa maior transmissora das lições aprendidas com as experiências, mas nós obedecemos suas sábias sugestões, bem como de nossa Conferência de Serviços Gerias no Brasil, por tratar-se da expressão da Consciência Coletiva de todos os grupos brasileiros.

Os que quebram o anonimato, não percebem que estão inconscientemente perseguindo o estrelato ou as antigas e perigosas ambições, e que estão lançando a semente de nossa própria destruição como sociedade; assim ocorre também com aqueles que ferem outros princípios de nossas tradições e do terceiro legado, não tendo a visão do todo e de proteger nossa Irmandade, para que ela chegue também aos nossos futuros irmãos de doença, como chegou até nós. Nosso primeiro dever, quanto ao futuro de A.A., é o de manter em plenaforça o que agora temos. Só o mais vigilante cuidado pode assegurar isto. Estejamos em unidade para enfrentar e vencer nossas falhas e crises.

As experiências são melhor compreendidas, pela troca permanente das mesmas e assim estaremos garantindo o futuro dos novos que sempre chegam e da nossa própria Irmandade. Pensemos profundamente naqueles que ainda virão a A.A., queiramos que encontrem o que encontramos, e ainda muito mais se for possível. Nenhum esforço, cuidado e vigilância, será grande demais para preservar a constante eficiência e força espiritual de A.A..



UNIDADE É DIFERENTE DE UNIÃO OU DE ESTAR JUNTOS.

Para haver União basta juntar, é estar juntos. Unidade é muito mais, é ter uma mesma linha de princípios, entendimentos, sentimentos e ação. Na unidade há a homogeneidade, a igualdade, a identidade, a uniformidade, a indivisibilidade, o que não precisa haver para existir a união, bem como o simples fato de estarmos juntos não gera Unidade.

Em A.A. quando há uma diversidade de interpretações, ocorre por necessidade coletiva de Unidade, a renúncia da minoria em benefício do bem comum, após bem discutidos e esclarecidos os assuntos em questão. O Bem coletivo em A.A. sempre acaba se sobrepondo ao individual, para que permaneça a Unidade, sem a qual A.A. morre, é a manifestação da Consciência Coletiva. As tradições nos levam à Unidade, elas são um código de ética para a convivência harmónica. A Unidade é uma das qualidades mais preciosas que A.A. tem, dela dependem nossas vidas.

Assim como a sobriedade, que é muito mais que a abstemia de bebidas alcoólicas, representa para o indivíduo vida longa e feliz; a Unidade, que é diferente e muito mais profunda que a união ou estar juntos, é a mesma coisa para a nossa Irmandade como um todo. Só viveremos se permanecermos em Unidade.

Uma grande força para ela é o zelo, o amor e a dedicação que temos para com nossos companheiros e companheiras, e pelos nossos princípios. Esse amor, quando posto em prática por nós gera muita paz, e não nos permite em hipótese alguma, mesmo nos embates das lides do serviço, sermos desrespeitosos e muito menos grosseiros e agressivos com nossos irmãos e irmãs de doença, é a recuperação e o amor em ação. Embora muitos se esforcem violentamente para obter a sobriedade, nossa Irmandade nunca teve de lutar pela Unidade perdida.

Deus a tem protegido e nos enviado as soluções. As diferenças identificam cada indivíduo, aprendemos a conviver com as diferenças e com os diferentes, o que fortalece a Unidade. Não devemos ter medo do atrito dos pontos de vista opostos, isto é democrático. Devemos, isto sim, evitar a destruidora raiva e o perigoso ressentimento, pois com eles a Unidade sofre e pode até morrer, levando junto nossa Irmandade.

Por isso não há castigo para os erros, mesmo para os mais graves, mas não esqueçamos, impedir bagunça nos grupos não é castigo, é proteger a irmandade. Temos sempre um sério desafio, conviver com pessoas doentes e diferentes! Os pensamentos e sentimentos desagregadores inconscientes e inconsequentes, persistem de maneira excludente e criam sérios problemas à Unidade, em nossa Irmandade.

Conviver com as diferenças, significa praticar a tolerância. Isto não significa aceitar a intolerância dos prepotentes, pois tolerância não significa ausência de princípios, significa acreditar na prática dos três legados: Recuperação, Unidade e Serviço, nas soluções negociadas, justas e dignas, que os legados nos sugerem, de maneira respeitosa, mas firme. A troca de experiências em torno dos campos de atividade de nossa Irmandade, deve ser exercida com plenitude e sabedoria, trazendo a diferença de cada um ao enriquecimento global da boa vontade, tolerância e compreensão na nossa convivência e em nossas diretivas.

No entanto é necessário que cada um faça a sua parte, num gigantesco esforço coletivo. Se quisermos Unidade, e consequentemente a continuidade de nossa Irmandade, temos que investir e muito nos princípios básicos de A.A., sem radicalismo e competência exclusiva. O futuro de nossa Irmandade, será feito pelos que acreditam nos seus princípios, e isto será com o beneplácito do Poder Superior, garantindo a Unidade no terceiro milénio.

Que Deus nos proteja de nossos erros, e nos conduza nessa árdua e bela tarefa! Atitudes contrárias à primeira tradição: Impor ideias - Impor domínio (mando) – Usar livros que não são de A.A. em nossas reuniões - Criticar grupos ou pessoas em depoimentos de recuperação - Criticar grupos ou pessoas a companheiros em particular - Não observar o sigilo aos depoimentos e aos desabafos em particular - Tomar decisões sozinho - Ser arrogante - Ser seco e não cumprimentar os companheiros - Não ser prestativo, nos serviços do grupo • Respeitar as decisões dos companheiros, (Consciência Coletiva) mesmo discordando dela. arco/RS