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SUGESTÕES QUE FUI RECEBENDO NOS GRUPOS DE A.A. 22/01/2017 - 20:18


Devemos procurar não resolvermos todos os nossos problemas de uma só vez, e sim um por vez, e se der. Ocupemo-nos, sem nos cansarmos entretanto, física e emocionalmente. Procuremos não ficar com fome nem sede, ingerindo bebidas adocicadas se não tivermos diabetes. Criemos novos hábitos e novos amigos que não bebam, andemos por novos trajetos e lugares. Não frequentemos os lugares da ativa, nem andemos junto com as pessoas com as quais bebíamos. No primeiro ano, se for possível não devemos tomar nenhuma medida de muita
importância, tais como casarmos, descasarmos, comprarmos e vendermos imóveis, mudarmos de emprego etc. (Emoções fortes nos derrubam). Frequentemos se possível, num grupo de A.A. local, o maior número de reuniões nos primeiros três meses, se alguém preferir ficar só na internet, isto também é comum.

Não bebamos só por hoje, o nunca mais é muito tempo e muito pesado, mais precisamente, não bebamos agora, que é o único momento com o qual podemos lidar, jogando a decisão para daqui a pouco ou algumas horas. Quando nos der a vontade de beber, não cedamos nem resistamos, nem fiquemos lutando entre o beber e não beber, pois isto nos derrotará, joguemos para a frente, ou seja, daqui a uma hora ou mais vamos resolver se vamos beber ou não, e façamos qualquer coisa que nos obrigue a estar com a atenção voltada para ela, para tirarmos a vontade de beber da nossa mente, repetindo isto sempre que nos der a vontade de beber. A vontade dá e passa. É bom também ler os livros Viver Sóbrio, Doze Passos e Alcoólicos Anônimos, estudando-os, sem pressa.

Caso não possamos ou não queiramos frequentar um grupo local de A.A. ou mesmo frequentando, escrevamos aqui o que nos preocupa e incomoda, reservando as coisas de foro mais íntimo para fazê-lo a uma madrinha, ou um padrinho de A.A. que nos inspire confiança e que escolheremos mais tarde. Falemos de nós, isto é muito importante, falar de outros e escrever o que outros fizeram, não nos ajuda, quando falamos de nós mesmos dividimos o nosso fardo e o que nos preocupa no momento, mais tarde veremos que se preocupação resolvesse não haveria problemas no mundo, precisamos é viver bem e aprendermos a não nos abatermos com o que chamamos de problemas, se é problema é porque tem solução.

O que incomoda o ser humano, já dizia Epicuro, filósofo grego, 300 AC, não são os fatos mais a apreciação que fazemos dos fatos, ou dizendo de outra forma, o valor que damos ao que nós incomoda, uma vez bem analisado, vemos que nada é tão importante que mereça nossa preocupação, e muitas vezes com calma a solução vem por si mesmo, demos um tempo às leis de Deus do nosso entendimento. Não podemos esperar que nos sintamos bem de imediato, o tempo, a paciência e a perseverança são nossos amigos, e com a fé genuína decorrente de nossas experiências e seus resultados, chegaremos a sobriedade emocional.

No início ainda estamos colhendo o que plantamos no alcoolismo, mas logo adiante começamos a colher o que plantamos hoje, sempre é tempo e há tempo para conhecermos quem somos e o que queremos ser, reiniciarmos o que queiramos fazer e atingir. Precisamos lembrar que uma vez alcoólico sempre alcoólico, nunca um bebedor problema voltou a beber normalmente. A doença sendo progressiva, podemos parar de beber, mas a parte emocional continuar progredindo e nos trazendo dor. Podemos parar de beber e entender que é suficiente. A experiência é único modo de aprender e tem duas fontes, a experiência própria, ou a experiência de terceiros.

Aproveitar a experiência de terceiros e evitar mais sofrimento é uma ideia inteligente e que reduz sofrimentos, se não acreditarmos nas experiências de nossos irmãos doentes e quisermos fazer a nossa experiência pode ser muito mais demorado e doloroso, mas trará uma fé inabalável polo resultado de nossos exercícios espirituais. Recaídas são descuidos nossos, não fazem parte da doença nem da recuperação, ou nos deixamos de fazer o programa de A.A. ou o fizemos displicentemente, ou quem sabe precisamos cavar um pouco mais nosso posso dolorosamente, a escolha é de cada um de nós. Tão logo possamos, é bom iniciarmos o estudo e a prática dos Doze Passos, sem pressa e com leveza, mas sem interrupção e permanentemente. Não beber é profundamente importante, mas para ser feliz, estar em paz e a vida passar a ter sentido, é necessário a prática dos Doze Passos, equilibrando assim as emoções, e tendo algum domínio da vida.

Finalmente, apeguemo-nos ao Deus no qual possamos acreditar ou a energia do grupo que frequentemos. Acreditemos em nós, e vai dar certo, nós que aqui estamos somos exemplos vivos disso. Mais tarde, quando estivermos seguros e quando formos a festas que tenham bebidas alcoólicas, mantenhamos em nossas mãos um copo com guaraná e gelo, dando uma sacudidela de vez em quando que ninguém nos oferecerá bebidas.

São sugestões, em A.A. não há receita dada por seus membros, é como se fosse um bufê, vamos pegando o que entendemos que nos serve. Obrigado aos membros deste grupo, os depoimentos de vocês são muito importantes para mim, é dessa troca de experiências que me alimento.
Caso alguém deseje aprender a beber controladamente, desculpe-nos as sugestões dadas, mas em A.A. não temos nada a lhe oferecer.

Abraços fraternos, muita paz, luz e mais 24 h sóbrias. arco/RS