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LIDERANÇA NO GRUPO - RSG 27/11/2016 - 14:10
LIDERANÇA NO GRUPO - RSG

Uma vez que chegamos ao Grupo de A. A., assumimos nossa condição de “fundo de poço” e conseguimos ficar sóbrios, constatamos a necessidade de manter a mente aberta para a entrada dos princípios que norteiam a Irmandade e a nossa recuperação. A. A. não deverá ser um fardo para nós, mas um ambiente saudável e propício para convivermos com a nossa doença e mantermos a serenidade.

Duas situações nos aguardam quando chegamos em A,. A.: a primeira e a mais frequente é a do convencimento de manter nossas ideias e conceitos próprios, esquecendo que a maior parte dessas ideias e conceitos é a nossa própria doença. Passamos, às vezes, longo tempo em A. A. agindo dessa forma porque a porta da mente está fechada à chave. As ideias e as convicções próprias não saem e os princípios da recuperação não entram. O desfecho conhecido desse caso é o isolamento dentro da Irmandade e a frustração nos serviços quando a “consciência coletiva”, que é a voz de Deus, prevalece e nos diz não.

A segunda é quando acontece o milagre de nos avaliarmos e ver que nosso “fundo de poço” é o resultado de nossas próprias ideias, que formam a parte mental da doença. Isso, a princípio, pode ser assustador, pois caem por terra muitos anos de convicções erradas. O que fazer com a autopiedade, frutos dessas convicções?

Com a mente aberta raciocinamos: “Preciso sair dessa e partir para outra” e esses princípios de A. A. que agora passamos a conhecer asseguram que estamos tomando o caminho certo.
Empenhando-nos de corpo e alma nesse propósito de mudança poderemos sentir-nos livres da presença do álcool e do isolamento. Estaremos então no seio da Consciência Coletiva de A. A., que é a manifestação do Poder Superior.

Chegando a este ponto podemos analisar a frade “O Grupo de A. A., onde tudo começa”. Grupo é sinônimo de Recuperação, a estrutura de Serviços se baseia nos Conceitos e a Unidade é o lubrificante que permite o funcionamento de A. A. como uma sociedade de alcoólicos em ação. As lideranças coordenam o funcionamento harmonioso desse processo que começa no Grupo e termina nas Conferências nacionais e mundiais, sendo o R. S. G. a base de toda essa estrutura.
Os organismos de serviço existem para servir aos Grupos, para fazer por eles o que eles não podem fazer.

O R. S. G. é o encargo em que os servidores estão dentro da estrutura de serviços do Grupo, o que não acontece com o M. C. D., Delegados de Área e Custódios. Normalmente ele é iniciante na caminhada do serviços da estrutura da Conferência de Serviços Gerais e tem a tarefa de manter a união do Grupo com o Comitê de Área e a Conferência.Exerce a liderança no segmento mais simples do A. A. que é o Grupo, onde tudo começa. Outros segmentos são mais organizados, coordenados por companheiros mais experientes e com propósitos de serviços bem mais definidos.

No Grupo encontramos membros revoltados, presunçosos, exigentes, críticos, cheios de ideias e convicções próprias e muitos problemas particulares ainda não solucionados. Exercer a liderança nesse tipo de situação requer muita aceitação, tolerância e disposição para continuar, apesar de tudo. Muitos companheiros se perdem nas dificuldades desse encargo, afastam-se e até voltam a beber. Mas na maioria das vezes o companheiro é fortalecido desenvolvendo sua capacidade de liderança e disposição para ocupar outros encargos e praticar Passos fundamentais à sua recuperação. Está delineado assim o perfil de um servidor de confiança, estreitamente unido ao Deus amantíssimo da Consciência Coletiva da Irmandade.

Quando o R. S. G. se rende ao amor pela Irmandade, qualquer que seja a situação, tudo acaba dando certo. Quando ele se rende ao seu egoísmo e mente fechada não aceitando apadrinhamento, por mais que seja o desgaste e esforço, as coisas não ficam bem e o Grupo sofre as consequências de até fechar as portas se não estiver sedimentado em diversas outras lideranças.

Conclusão: O encargo de R. S. G. é a porta de entrada do servidor para a Estrutura de Serviços da Conferência e tudo ficará bem se ele atentar primeiro para o legado da Recuperação baseado nos Passos e lemas.

Fonte:
JUNAAB
Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil
XXXI Conferência de Serviços Gerais – São Paulo/SP – 2007
Página: 172