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ÓRGÃOS DE SERVIÇO - SÉTIMA TRADIÇÃO 06/11/2016 - 17:30
ÓRGÃOS DE SERVIÇO - SÉTIMA TRADIÇÃO
hotéis, para que AA chegasse até mim. Quando pela primeira vez ouvi o pedido de auxílio, à então CENSAA/RS eu disse: o que esses caras querem com dinheiro? Depois, bem mais tarde, entendi que recebi tudo isso de graça por que outros pagaram para mim, mas para que a mensagem chegue permanentemente a outros também de graça, é necessário de que a partir do momento que me encontrei e organizei minha vida, passasse também eu a contribuir, não de maneira obrigatória, mas por dever meu para com a Irmandade que me salvou a vida e me permitiu reorganizar-me em todos os sentidos de minha vida; sem AA eu não existiria mais, e os meus estariam sem amparo.

Se quando eu bebia, eu gastava o que não tinha, porque hoje não devo dar um pouco, não do que me sobra, mas do que recebo por que AA me deu condições para isso, e para que A.A. mantenha viva a brasa de seus órgãos difusores, e continue levando a brasa da organização e de seus Três Legados, a outros lugares distantes. Hoje, A.A. está na lista de minhas despesas mensais como despesa prioritária, pois sem A.A. as outras despesas não existiriam, eu não teria emprego, e rendimentos.

Quando eu tiro uma brasa do braseiro e a largo em outro lugar, ou ela se apaga ou forma um fogo próprio, deixa de fazer parte do grande braseiro, deixa morrer os órgãos transmissores das orientações de A.A. e segue outra linha, isso acontece com qualquer núcleo que se separe da organização a que pertencia. A autonomia do grupo tem o limite de suas coisas internas que não firam as nossas Tradições. Bill diz, o nosso único castigo e o álcool e ou o sofrimento, pois não haverá julgamento nem punição.

Não haverá também paz profunda e duradoura, sem uma boa recuperação e minha ligação com as unidades de serviço, mas sou livre para ficar isolado, e sofrer, se eu quiser. Entendi assim por este princípio, de que a manutenção dos órgãos de serviço também pertence a mim e a meu grupo, não de maneira obrigatória, mas por gratidão e responsabilidade, pois é através deles que a troca de experiências se efetiva, e o meu aperfeiçoamento e o do grupo se fazem, e são eles que não permitem que eu e o grupo nos afastemos do caminho de A.A., por estarmos no braseiro sábio desta maravilhosa Irmandade.

O dinheiro que entra nos grupos passa a pertencer a A.A. como um todo, e cabe a consciência coletiva do grupo, distribuir esta receita pertencente aos órgãos de serviço. Os serviços são as veias pelas quais circula o sangue vivificador de AA. Nelas correm o amor, a compreensão, a tolerância e a liberdade responsável. A contribuição permite esses serviços; sem ela, a mensagem não chega aos irmãos/ãs doentes, e AA pode morrer.

Dos grupos, células mãe de AA, partem as experiências para o Distrito via RSG (s), destes as experiências chegam à Área pelos MCD(s) e RSG(s), e pelos Delegados de Área essas experiências chega a Conferência de Serviços Gerais de AA no Brasil. Ali pela troca das experiências de todo o país, chegamos à Consciência Coletiva do AA no Brasil, que retorna aos grupos pelo mesmo caminho que ali chegou, aí temos o melhor, podemos até não concordar, mas a experiência nos diz que devemos aceitá-la, sempre será melhor para nós, mesmo que às vezes algum equívoco aconteça, pois os equívocos nos fazem crescer também e geram novas experiências a compartilhar. Nenhuma célula de qualquer instituição, até hoje conseguiu sobrevier isolada.

É permanecendo juntos e contribuindo, que levará o A.A. continuar vivo enquanto Deus quiser. Se nos separarmos, cada um seguirá o seu caminho, e nos sabemos muito bem aonde nossa sábia cabeça nos levou no passado. Facilmente inventamos coisas inovadoras, sábias, mas que já foram testadas e não deram certo. A nossa contribuição, aos órgãos de Alcoólicos Anônimos, participando também dos serviços é muito importante, sem ela AA estará incompleto. Não esqueçamos entretanto, que sem uma ação permanente por parte de cada um de nós em nossa recuperação individual, as Tradições e os Conceitos não nos trarão luz e conhecimento, e fatalmente falharemos no contribuir e no levar a mensagem através dos Serviços. Que eu nunca esqueça de fazer a minha parte.

Magno/RS