Visitantes Online:  5

Home Page  
 
 
 
     
  « Voltar  
 

 

 
 
EXPERIÊNCIA DE PADRINHOS NO APADRINHAMENTO DE PAÍS A PAÍS 15/10/2016 - 16:44
Experiência de padrinhos no apadrinhamento de país a país

Experiência de padrinhos no apadrinhamento de país a país
Celi Maria de S. – Brasil

Queridos Delegados, meu nome é Celi e trago as saudações dos nossos companheiros brasileiros.
Para mim é um privilégio compartilhar nesta REDELA nossas experiências sobre o Apadrinhamento de país a país.
Este tema me fez relembrar a primeira vez que adentrei em um Grupo de A. A. , quando ouvi os primeiros depoimentos e uma mulher falou de suas fraquezas e sofrimento nas garras do alcoolismo e o quando foi ajudada pelos companheiros de AA e principalmente pelo seu padrinho. Naquele momento me senti amparada e fortalecida...

Ela me passou a ideia de esperança; que eu poderia alcançar a sobriedade se ficasse entre eles e aceitasse ajuda.
Acreditei e passei a vislumbrar o Grupo como minha “célula mater.”, como meu primeiro padrinho, aprendi com o tempo a valorizar a extraordinária ferramenta do apadrinhamento em minha recuperação, na unidade com meus companheiros e posteriormente no Serviço, me ocorreu um grande interesse de conhecer o mecanismo de serviço desta irmandade tão generosa e salvadora de vidas.

A necessidade de renascer me impulsionou a ser orientada por um membro mais experiente que o adotei como padrinho e realmente foi um encontro especial, este querido padrinho me encorajou a servir nossa irmandade desde o CTO até a Conferência de Serviços Gerais do Brasil, e hoje é com muita gratidão a Deus e ao apadrinhamento que me encontro aqui nesta reunião das Américas representando o meu país.

Quando participei da XXI Reunião de Serviço Mundial, no ano de 2008, em Nova York, fiquei maravilhada com a grandeza e o crescimento do A. A. no mundo, senti gratidão imensa e uma vontade enorme de externar meu agradecimento às estruturas dos EUA/Canadá, México e todas as demais que desde os primórdios de A. A. vem apadrinhando as estruturas em seu início, mas logo me lembrei de um companheiro que ao encontrar Bill Wilson pela primeira vez e também transbordando de emoção, despejou o que sua sobriedade significava e a sua imorredoura gratidão por nosso cofundador ter fundado A. A. e, como resposta, Bill segurou na mão do companheiro e disse simplesmente “Passe adiante”. Imaginei que a resposta das estrutura madrinhas poderia ser a mesma, que se nossa estrutura se encontra fortalecida hoje, devemos fazer o mesmo como forma de agradecimento, “Passar adiante”, atender as solicitações de ajuda das estruturas que necessitam e querem serem apadrinhadas.

Nossa estrutura entendeu que não adiantava ser considerada a terceira estrutura de A. A. no mundo se ficasse isolada em nosso território, sem trabalhar nossas fronteiras, onde milhões de alcoólicos esperam por ajuda, sem saber da existência de uma irmandade que poderia levá-los à sobriedade. Consequentemente, esse apadrinhamento leva ao fortalecimento da estrutura do terceiro legado.

Em 2005, a Junta de Custódios do Brasil atendendo esses apelos, firmou compromisso de criar e promover por diversas maneiras a aproximação com nossos países vizinhos começando pelo A. A. no Paraguai, que requeria uma ação imediata no sentido de solidificar a presença de nossa irmandade através de uma estrutura de serviço, para crescimento espiritual dos Grupos já existentes.

Foi então criado um plano de apadrinhamento, por um período de 05 anos e aprovado pelas duas estruturas e posteriormente no ano de 2006 foi criado o (CI) Comitê Internacional da JUNAAB, para a realização das atividades a serem desenvolvidas e que podem ser evidenciadas nos relatórios anuais das nossas conferências de serviços, a partir de 2006.

Contamos com a colaboração dos membros das áreas das regiões fronteiriças que participam ativamente dos trabalhos. Procuramos envolver todos os companheiros do A. A. brasileiro a participarem do princípio do apadrinhamento de país a país, criamos e aprovamos na C. S. G, do ano de 2006 os planos de contribuição (FIL) Fundo Internacional de Literatura, que enviamos anualmente ao AA. World Service, desde o ano de 2005, a quantia de 2.000.00 dois mil dólares americanos, para subsidiar os custos das traduções e edições das literaturas básicas de A. A. aos países que ainda não possuem condições financeiras para editar as literaturas em seu próprio idioma e o (FAI) Fundo de Apadrinhamento Internacional que dá suporte financeiro aos membros do Comitê Internacional para realizar o serviços desenvolvidos nos países afilhados.

Podemos destacar consideráveis avanços com a prática do apadrinhamento da nossa estrutura ao A. A. no Paraguai, através do estudo e da aplicação dos nossos trinta e seis princípios, foram criados: JUNSSGAP Junta de Serviços Gerais do AA do Paraguai, Manual de Serviços, Manual do CTO, realizações de Seminários para Profissionais, II Convenção Nacional, Revista nacional oficial “Vya Pave” que atualmente distribuiu a sua edição número 09, a formação de sete distritos, realização da Conferência de Serviços Gerais semelhante à Conferência do A. A. Brasileiro, e todos os anos um Delegado à Reunião de Serviço Mundial da estrutura brasileira participa da Conferência do Paraguai e igualmente um Delegado da estrutura paraguaia participa da Conferência de Serviços Gerais do Brasil.

Neste ano de 2011 a JUNAAB Junta de Serviços Gerais do Brasil e JUNSGAAPE Junta de Serviços Gerais do Peru por meio do (CI) Comitê Internacional oficializou o apadrinhamento do Brasil aos Grupos fronteiriços do Peru, que fazem fronteira com a região norte do Brasil e também foi elaborado um plano de apadrinhamento com o objetivo de fortalecer os Grupos e Distritos daquela localidade, os trabalhos serão desenvolvidos em duas etapas no período de dois anos, podendo ser alterado se houver necessidade.

O Comitê Internacional da JUNAAB, ao longo deste trabalho, procurou entender as reais necessidades e respeitar a autonomia e as peculiaridades culturais dos países afilhados. Na condição de padrinhos hoje, nos sentimos responsáveis em todos os níveis recordando o que nos foi ensinado pelos nossos padrinhos, através do exemplo e das experiências vividas e sobretudo não podemos esquecer o sentimento de gratidão e humildade com que nossos afilhados nos receberam nesses cinco anos de apadrinhamento e, acima de tudo, a mútua fidelidade aos princípios que requer a mensagem de esperança ao terceiro legado.

A estrutura brasileira sente-se privilegiada por vivenciar a experiência do apadrinhamento, tem sido gratificante observar a elevação da autoestima dos membros dos países já apadrinhados e isso nos estimula a continuar levando adiante.

Despeço-me relembrando as palavras de Bill W. em palestra proferida em a955, em St. Louis, retirado do livro A. A. Atinge a maioridade: “Damos graças ao nosso Pai Celestial que tem nos permitido construir esse maravilhoso edifício do espírito, no qual estamos agora residindo. Parece que ELE nos tem dirigido para construir essa catedral, cujos fundamentos já repousam nos quatro cantos do mundo”.
Deus nos abençoe.

FONTE: Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil – XVII REDELA – REUNIÃO DAS AMÉRICAS – Cidade de Rey – New York – EUA – 21 a 25 de outubro de 2012 – XXXVII CONFERÊNCIA DE SERVIÇOS GERAIS – SERRA NEGRA/SP 2013 – PÁG. 198 - 199