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O APADRINHAMENTO DE PAÍS A PAÍS 09/10/2016 - 10:32
O Apadrinhamento de País a País

O Apadrinhamento de País a País
Germán M. – Colômbia

O apadrinhamento de país a país é uma necessidade mundial e um meio pelo qual os membros de A. A. ajudam a levar a mensagem a novos países ou aqueles que estão iniciando a estrutura de A. A.
Para Alcoólicos Anônimos, o apadrinhamento consiste em levar a mensagem, seja entre indivíduos, grupos ou países grandes ou pequenos. É um compromisso que vai avançando lento e continuamente com muitos novos começos e nenhum final, porque, como estabelece o legado de serviço de A. A. “Devemos levar a mensagem, pois, se não o fizermos, nós mesmos podemos cair e aqueles a quem não foi passada a mensagem, podem morrer”.

O começo
Já se passa muito tempo desde que Ebby T. visitou seu velho amigo Bill W. em sua casa situada à rua Clinton, 182 – Brooklin – Nova Iorque. Naquele dia do outono de 1934 Ebby indicou o caminho: ele levou a mensagem a outro alcoólico.
O apadrinhamento de país a país é um dos temas de maior interesse nas reuniões de serviços mundiais e nas reuniões continentais, em nosso caso a REDELA – Reunião das Américas. Nessas reuniões, os delegados dos países em que a comunidade de A. A. está firmemente estabelecida e aqueles que têm somente um ponto de apoio, levam informações de quanto avançaram e de que modo estão levando a mensagem nesses fóruns, são compartidas experiências forças e problemas; os delegados retornam a seus países com algumas soluções viáveis.

O apadrinhamento é a linguagem do coração
Membros apadrinhando os novatos em sua recuperação. Apadrinhamento a novatos no serviço. Grupos apadrinhando a outros grupos. Países apadrinhando a outros países.
Na última reunião de Serviços Mundiais – 2010 – o lema foi “O apadrinhamento: Nossa Responsabilidade”. A experiência tem demonstrado que o desenvolvimento de uma estrutura sólida é fundamental para proporcionar serviços eficientes aos grupos e membros de A. A. Esses serviços funcionam melhor quando se adaptam às necessidades e capacidades do país que está sendo apadrinhado, tendo como finalidade chegar ao doente alcoólico mediante a comunicação, as relações com a comunidade e o trabalho com as instituições.
Em relação ao apadrinhamento de país a país, a experiência indica que temos os seguintes fatores essenciais: o compartilhar de um alcoólico com outro da mensagem de A. A.; a cooperação com profissionais não alcoólicos e as RSM – Reuniões de Serviços Mundiais e a REDELA – Reunião das Américas.

O Dr. Bob, perto do final de sua vida, disse: “Não estraguemos isso. Mantenhamos simples”. (Dr. Bob e os Bons Veteranos). Mas, como bem assinalou um membro de A. A. ativo no serviço mundial: “Sim, devemos manter isso simples, porém acabar com as Juntas de Serviço organizadas e dos comitês conduziria isoladamente ao caos e a confusão”.

Essa tarefa, produto natural dos membros individuais, que levam a mensagem e da organização de estruturas sólidas, permite que A. A. se chegue mais rápido aos alcoólicos que ainda sofrem.
Com relação ao modo de ajudar aos novos e jovens grupos para que compreendam a Sétima Tradição, responsável pela nossa auto sustentação, vários delegados declaram durante uma reunião de serviços mundiais que seus países estavam tratando de se concentrar, não tanto nos aspectos econômicos de participação grupal, mas sim em conseguir que os membros expressem seu apoio e compromisso com aqueles trabalhos que a estrutura de serviço realiza pelos e para os grupos.

Quando existe um sentido do conhecimento e da participação, o dinheiro de uma maneira geral, começa a aparecer, entretanto se nos concentrarmos somente no aspecto monetário, tudo resultará menos efetivo.

A questão que surge em relação ao apadrinhamento de país a país é: Como se deve proceder?
A experiência indica que é mais importante descobrir com precisão o que necessita o país que recebe o apadrinhamento.

Esse desafio inclui ter em conta
as diferentes culturas existentes no mundo de A. A. e as diferentes etapas no desenvolvimento das respectivas comunidades. Pode ser que exista também uma falta de coordenação entre os países que estão apadrinhando, o que resulta na repetição desnecessária de esforços em um país enquanto se descuidam de outros.

Aquelas estruturas que apadrinham a outros países devem ter em conta o seguinte: aprovar conjuntamente um plano de fortalecimento para a comunidade de A. A. através de uma estratégia de apadrinhamento de país a país (1) que seja viável, (2) com responsabilidade, (3) com estabelecimento de tarefas.

Usando essas sugestões como base de nossa discussões, deveremos então prever as dificuldades que podem evitar naqueles países que estão lutando para consolidar sua estrutura.
A intromissão de um país em outro que está apadrinhando termina como uma perda de tempo e esforço, porém o mais grave é que o país apadrinhado fica a deriva e com mais confusão.
A Colômbia recebeu apadrinhamento e desde então apadrinha, nunca promoverá desunião. Este exercício tem consolidado e fortalecido nossa estrutura.

Hoje podemos compartilhar nossa experiência e manter uma cooperação e comunicação permanente com outras estrutura. Estamos dispostos a trabalhar juntos para ajudar a outros países que necessitam nosso apoio.

Como expressamos antecipadamente, não queremos que exista falta de coordenação entre os países que oferecem apadrinhamento, não queremos uma repetição desnecessária de esforços em um país enquanto se descuidam de outros.

Desejamos que todos os países de nosso continente tenham o apoio suficiente para que a mensagem de A. A. chegue ao alcoólico que ainda sofre, que todas as estruturas recebam a orientação necessária para seu fortalecimento. Ainda que separem limites geográficos, idiomas e costumes somos uma só comunidade.

“Devemos entender a importância de nossos serviços, devemos organizar e sustentar nossos centros de serviço de maneira que A. A. possa funcionar (Bill W.)”.

A experiência agora adquirida deve estar à disposição de todos os países do mundo. A idade, o sexo, a nacionalidade, a raça e todas as diferenças culturais que parecem dividir tanto as pessoas como as nações, não dividem os membros de A. A., a nós nos une o desejo de recuperarmos da doença do alcoolismo.

Não permitamos que a mensagem de A. A. seja distorcida ou acabe. Bem disse Bill W.: “O que o padrinho faça ou diga (seu exemplo espiritual) podem ser definitivos para o futuro do afilhado, podendo chegar a ser a diferença entre a vida e a morte para quem tem confiado nele”.
Desejamos como colombianos membros de A. A. que estas reflexões nos levem pelo caminho da confiança em Deus e em nossos semelhantes, para continuar apadrinhando as nossas estruturas.
E dissemos nossas porque Alcoólicos Anônimos é de toda humanidade.

FONTE: Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil – XVII REDELA – REUNIÃO DAS AMÉRICAS – Cidade de Rye – New York – EUA – 21 a 25 de outubro de 2012 – XXXVII CONFERÊNCIA DE SERVIÇOS GERAIS – SERRA NEGRA/SP 2013 – PÁG. 188 - 189