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A EXPERIÊNCIA DE APADRINHAR PAÍSES NO APADRINHAMENTO DE PAÍS A PAÍS 07/10/2016 - 21:37
A experiência de apadrinhar países no apadrinhamento de país a país

Bárbara K. – Canadá
Meu nome é Bárbara e sou a nova custódia geral de A. A. no Canadá. Trago a todos vocês carinhosas saudações de Joanne L., que muitos vocês conhecem como a anterior custódia geral de A. A. no Canadá e lhes agradeço por essa oportunidade de compartilhar nossa experiência de apadrinhar países no apadrinhamento de país a país.

Na Primeira Tradição, no livro Doze Passos e Doze Tradições, Bill diz: “A unidade de A. A. é a mais preciosa qualidade que tem nossa Sociedade. Nossas vidas e as vidas de todos os que ainda virão dependem diretamente dela. Ou nos mantemos unidos ou A. A. morre.Sem a Unidade o coração de A. A. deixaria de bater; nossas artérias mundiais deixariam de levar a graça vivificante de Deus; desperdiçaremos a dádiva que Ele nos concedeu”. A todos nós foi recomendado a responsabilidade de trabalhar juntos neste espírito de Unidade.

Idealmente, a unidade se transmite através do apadrinhamento de um membro a outro, da mesma forma que a experiência da recuperação através do Doze Passos de A. A. se transmite de um membro a outro, o que vai criando círculos cada vez maiores de sobriedade e de vidas transformadas. A expressão da Unidade sobre a qual estamos falando é o apadrinhamento de “país a país”. No qual os membros de A. A. de um país ajudam aos de outros país a levar a mensagem de A. A., não somente ao alcoólico que ainda sofre, mas também aos profissionais de diversos campos, tais como a medicina, as instituições correcionais e os meios de comunicação. Nessa REDELA, estamos reunidos para somar nossas experiências sobre como levar a mensagem de A. A. Se trata de um compromisso que tem muitos novos começos e nenhum final, pois diz nosso Legado de Serviço de A. A.: “Devemos levar a mensagem, pois, se não o fizermos, nós mesmos podemos nos perder e aqueles a quem não comunicamos a verdade, podem morrer”.

Refletindo sobre o crescimento de A. A.. é evidente que começamos a estender a outros países não como resultado de uma decisão tomada por um burocrata anônimo em uma sede corporativa, mas sim por alcoólicos preocupados e movidos pelo amor, que conseguiram a sobriedade em A. A. e que trataram de chegar aos alcoólicos que ainda sofrem em outras partes do mundo. Os membros de A. A. que faziam parte das Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial levaram a mensagem.

Os AAs que percorriam o mundo em navios ou “Internacionalistas” como eram chamados, também levaram a mensagem, assim como os que trabalhavam em outros países, os primeiros “solitários’: todos eles ajudaram a espalhar a mensagem de A. A. pelo mundo todo. Além de um alcoólico que compartilhava a mensagem com outro, a experiência nos tem demonstrado que os profissionais têm feito um papel fundamental para ajudar a Alcoólicos Anônimos a iniciar-se em diferentes partes do mundo. E, Saint Louis, o padre Ed, uma sacerdote jesuíta, que viria a ser o conselheiro espiritual de Bill W., ajudou AL alcoólicos a alcançar a sobriedade em A. A. Um assistente social ajudou a iniciar o primeiro grupo na Holanda. Em Toronto, Canadá, uma pessoa que trabalhava na liga antialcoólica deu um exemplar do Livro Grande ao primeiro AA canadense. Em 1942, um psiquiatra australiano se converteu em um defensor dos métodos de A. A. e ajudou aos alcoólicos de seu país a encontrar a sobriedade. Nos EUA e Canadá, nossa experiência no apadrinhamento de países costuma começar no despacho internacional do Escritório de Serviço Geral.

Diversos grupos e membros telefonam, enviam um correio eletrônico ou nos visitam vindos de todo os mundo para solicitar assistência em forma de experiência compartilhada, enquanto atravessa a dolorosa etapa de desenvolver uma estrutura de serviço sólida. Desenvolver uma estrutura sólida é essencial para poder prestar serviços aos grupos e membros de A. A. de forma efetiva. Estes serviços de A. A. funcionam melhor quando se adotam as necessidades e capacidades do país que está sendo apadrinhado – para chegar ao alcoólico através da comunicação interna, as relações com a comunidade e o trabalho com as instituições.

Em uma reunião anterior, se determinou os seguintes passos como uma forma útil de ajudar os países a levar a mensagem efetivamente:
1) Formar comitês para oferecer informações de A. A. a profissionais da saúde e de outros campos;
2) Trabalhar para formar um centro de serviços dotados de um telefone com a finalidade de distribuir a literatura de A. A. oferecer informação e servir como um ponto de comunicação entre os grupos e o público; e
3) ajudar às pessoas a entender a Sétima Tradição de A. A.: “Cada grupo de A. A. deve ser absolutamente autossuficiente, não aceitamos doações de fora”.

Às vezes nos cabe trabalhar com um país que não entende que necessita adaptar os serviços de A. A. às necessidades e capacidades de seu próprio lugar. Recentemente nos passou isto em um país que queria permissão para reproduzir amplamente nossa página de apresentação em PowerPoint. Explicamos a eles que poderiam ver a apresentação, porém não podiam reproduzi-la e distribuí-la amplamente. Dizemos a eles que a apresentação era específica para a cultura dos Estados Unidos e Canadá e que não era apropriado para a cultura e para sociedade em que viviam. Parece que não compreenderam essa colocação e voltaram a pedir, a solicitar a mesma permissão novamente. Seguiremos tentando ajudar-lhes e começaremos a fazer lhes perguntas para obter deles suas próprias experiências, que possam utilizar para desenvolver sua própria apresentação.

Também somos muito cuidadosos com a forma em que respondemos aos convites para assistir a eventos em outros países e muitas de nossas viagens se relacionam com o apadrinhamento de país a país. As viagens a outros países costumam começar com um convite ou um telefonema pedindo ajuda, de membros ou juntas de outros países. Cada convite é analisado cuidadosamente para assegurarmos de que os fins sejam idôneos e que as atividades se enquadrem dentro da finalidade e alcance das capacidades da Junta e do Escritório de Serviços Gerais. A maioria das viagens está dentro de uma ou mais das seguintes categorias:
Publicações: Políticas e procedimentos relacionados com traduções, autorizações e impressão da literatura de A. A.;

Serviço: Assuntos básicos sobre como estabelecer ou operar um escritório de serviços, a composição, alcance e procedimento das juntas, estruturas da conferência, comitês de serviço, colocar os princípios acima das personalidades no serviço, os Doze Conceitos para o Serviço Mundial e a relação entre a entidade e estrutura de serviços e os grupos de A. A.
Novos grupos de A. A.: O estabelecimento de novos grupos, o apadrinhamento, a atração do autos sustentação, autonomia e participação na estrutura de serviço.

Passos: compartir experiência e explicar os aspectos espirituais do programa de A. A.
Tradições: A importância dos princípios dentro de A. A. e a relação com o mundo exterior, temas de interesse para os membros e profissionais incluindo o propósito primordial, a afiliação, o anonimato e o dinheiro.

CCP e IP: compartir informações e experiências sobre A. A. com o público através das diversas mídias, imprensa, o rádio, os meios televisivos; como falar com autoridade responsáveis de instituições de tratamento ou instituições correcionais (as apresentações de A. A.
para as comunidade profissionais geralmente estão a cargo de um custódio não alcoólico).
Eventos especiais: Participação em convenções ou reuniões para celebrar datas significativas em A. A., como por exemplo, o 50º aniversário de A. A. em determinado país.

O restante de nossa experiência com o apadrinhamento de países tem surgido de nossa gestão do Fundo Internacional de Literatura. Quando se geram focos de atividades de A. A. a nível internacional, se cria uma enorme necessidade de material básico de Alcoólicos Anônimos. Em 1990, a 10ª. Reunião de Serviço Mundial recomendou que todos os países participantes fossem contatados com “o propósito específico de buscar cooperação na tarefa de arrecadar fundos para o problema atual de prover de literatura básica a aqueles países que não podem financiar suas próprias traduções e aquisições”.

Esse fundo denominado Fundo Internacional de Literatura – é utilizado para cobrir os gastos de ajuda em literatura para outros países, assim como para reembolsar a outras entidades de A. A. que em gastos similares. Os países que desejam podem contribuir com o fundo. Nossa supervisão deste fundo ajuda na interpretação da mensagem de recuperação de A. A. para que seja coerente e apoia a gestão dos materiais de A. A. que estão protegidos por direitos de autoria através de contratos de cessão de direitos. Isto também ajuda a preservar a integridade da mensagem de A. A. Desde 1991, mais de um milhão e duzentos mil dólares americanos tem sido aportado ao fundo e mais de dois milhões e quinhentos mil dólares foram gastos diretamente para ajudar a prover literatura de A. A. em mais de 70 idiomas, incluindo o birmano, croata, grego, hebreu, shan (Mongólia), esloveno e turco.

Temos informações de que nosso apoio com as licenças e publicações para Centro américa tem sido um serviços extraordinário para levar a mensagem de A. A. a cada rincão do continente. Por exemplo, em Honduras o Livro Grande se vendia a mais de 10 dólares (antes da emissão da licença, devido aos direitos de importação), agora, porém, com a autorização e a impressão local, o preço de nosso texto básico para U$2,50. Costuma chegar a um ano ou mais para que um país consiga vender cem livros grandes, mas em um período de dez meses foram vendido mais de dois mil exemplares de Alcoólicos Anônimos; a comunidade de A. A. em Honduras está muito agradecida e nos comentou outro fato interessante, que é que agora que têm literatura cada vez mais grupos estão abrindo diariamente. Em nome do Fundo Internacional de Literatura temos conseguido enviar literatura gratuita a Pequim (China), Camarões, Índia, Israel, Malásia, Mongólia, Marrocos, Siri Lanka e Zimbábue. Nesse momento estamos enviando 100 exemplares gratuitos do Livro Grande para o Camboja.

Temos recebido solicitação de empréstimo das Juntas de Serviços Gerais de Trinidad Y Tobago e Bolívia para obtenção de literatura de AAWS de aproximadamente U$7.000,00 cada um. Estas solicitações são similares aos acordos de empréstimos de literatura que celebramos em 2004 com as Juntas de Serviços Gerais da Nicarágua e Peru. A história de A. A., a necessidade crescente de traduções da literatura de A. A. e o crescimento sustentável de nossa comunidade no mundo, todos esses fatores, demonstram consistentemente o valor da política de nossa Junta de Serviços Gerais de respaldar as viagens dos custódios e o pessoa ao estrangeiro com o fim de compartilhar experiência e favorecer o apadrinhamento de país a país por parte dos Estados Unidos e Canadá e outras estruturas de A. A. consolidadas. A Junta de Serviços Gerais de EUA e Canadá geralmente ajuda a financiar a maior parte das viagens internacionais aprovadas, do pessoal e custódios de outros países, já que os profissionais da maioria dos países não contam com recursos suficientes, se bem costumam poder arcar com as despesas de alojamento, alimentação ou viagens dentro do país. Já que nosso orçamento está mais ajustado e temos dificuldades para mantermos através de nossas próprias contribuições, sabemos que teremos que analisar detalhadamente todos esses gastos. Apesar disso, estamos seguros de que continuaremos fazendo todos os esforços possíveis para ajudar a que os legados de recuperação, unidade e serviço de Alcoólicos Anônimos continuem chegando a todos os rincões do planeta onde tenha um alcoólico que ainda sofre.
Muito obrigado.

FONTE: Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil – XVII REDELA – REUNIÃO DAS AMÉRICAS – Cidade de Rye – New York – EUA – 21 a 25 de outubro de 2012 – XXXVII CONFERÊNCIA DE SERVIÇOS GERAIS – SERRA NEGRA/SP 2013 – PÁG. 189 – 190 - 191 - 192