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ALCOÓLICOS ANÔNIMOS – A LINGUAGEM DO CORAÇÃO NOSSO CÓDIGO: AMOR E TOLERÂNCIA 28/09/2016 - 16:24
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS – A LINGUAGEM DO CORAÇÃO NOSSO CÓDIGO: AMOR E TOLERÂNCIA
Erkki H. – Finlândia
Eu nasci durante a guerra, em 1943. Eu tive uma infância normal: fui ao jardim da infância, depois escola primária e ai prossegui até o ensino médio. Um ano e meio depois eu fui expulso da escola. Com a idade de 18 anos, eu já era um alcoólico. Eu viajei para Barcelona, Espanha, tentando beber socialmente, mas eu não consegui.

Em seguida, entrei no serviço militar. Mesmo eu fazendo todos os testes antes de entrar para o serviço militar, eu deparei com um certificado que recebi do Exército, atestado que eu era um alcoólico. Depois disso fui morar com meus melhores amigos, os vagabundos. Eles me compreendiam.
Eu não tinha um guia para a minha vida. A vida se dava em momentos curtos. Sem amor, sem tolerância e sem futuro. Tudo era confusão.

Mas a vida é boa. Às vezes é estranha e sem adjetivos para descrevê-la. No dia 17/11/1964, eu visitei um grupo de A. A. pela primeira vez. Eu nunca esquecerei aquele momento. Os membros de A. A. tinham o dobro ou o triplo de minha idade. Naquele momento eu percebi que tinha chegado ao meu limite. Ninguém se preocupou com a minha idade. A linguagem era o amor, e eu estou sóbrio desde aquele dia.

Eu comecei a ler a literatura de A. A. e percebi que as perguntas eram cada vez mais difíceis de responder. O crescimento mental e espiritual testou minha tolerância: Quem sou eu? O que eu quero da vida?

Eu olhei ao redor e comecei a me comparar com os outros. Muitos dos meus antigos colegas de aula tinham emprego. Alguns deles ainda estavam estudando e aquilo me machucava, e novamente minha tolerância foi testada. Eu fiz um planejamento de 1.000 dias – de acordo com o programa de A. A.: um dia de cada vez. Eu conclui o Ensino Médio e estudei Ciências Econômicas por dois anos. E eu era o melhor aluno da sala. Eu estava pronto para a vida. Com a idade de 28 anos, eu consegui um emprego com gerente de vendas em uma empresa com 150 funcionários. Os obstáculos foram fáceis de superar com tolerância e com o amor do nosso Programa de Doze Passos.

Nos últimos 15 anos, eu tenho sito ativo no Serviço de nossa Estrutura. Agora eu sou um delegado de Serviço Mundial e um delegado em meu país, Finlândia. No final do ano de 2016 eu irei terminar meu mandato, e este será o meu último encargo.

Para concluir minha apresentação, eu vou ler uma citação de Bill W., no Primeiro Passo: “Sob a chicotada do alcoolismo, somos impelidos a A. A., e ali descobrimos a fatalidade de nossa situação. Nessa hora, e somente nessa hora, é que nos tornamos tão receptivos a sermos convencidos e tão dispostos a escutar como os que se encontram à beira da morte. Prontificamo-nos a fazer qualquer coisa que nos livre da obsessão impiedosa.”

(Fonte: Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil – XXXIX Conferência de Serviços Gerais – Páginas: 169 – 170)