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LEVANDO A MENSAGEM DE A. A. A PESSOAS IDOSAS QUE RESIDEM EM ASILOS. 27/09/2016 - 17:58
LEVANDO A MENSAGEM DE A. A. A PESSOAS IDOSAS QUE RESIDEM EM ASILOS.
Heather H. – Nova Zelândia
Eu fiquei emocionada quando eu vi convite para palestrar sobre “Como Levar a Mensagem a pessoas idosas que residem em asilos para idosos.” Meu primeiro pensamento foi centrado em mim: eles sabem a minha idade. Depois pensei: eu nunca ouvi falar sobre isso em meu país, Nova Zelândia. Eu conheço sobre A. A. em prisões, pois já visitei várias, para levar a mensagem. Mas como poderei compartilhar experiências, forças e esperanças quando eu não domino o assunto?

Contudo, desde quando cheguei em A. A., eu aprendi o valor de procurar experiências, forças e esperanças de outros, por isso mais uma veza fui em busca de delegados de Área na Nova Zelândia, meu padrinho atual, uma antiga madrinha em Los Angeles (EUA), um antigo afilhado na Flórida (EUA) e Grapevine online.
Um de nossos delegados respondeu: “Eu nunca ouvi falar sobre isso aqui em Auckland, Nova Zelândia.

Minha amiga de Los Angeles (EUA) disse:” Minha cara Heather, eu nunca ouvi falar sobre levar a mensagem de A. A. em asilos de idosos. Ela então pensou em fazer um painel sobre esse assunto.

O meu contato da Flórida disse: “Eu acredito que a última tentativa aqui foi no ano 2000, quando o Comitê de Necessidade Especiais criou um Kit onde estava escrito que o Comitê estava à disposição das pessoas residentes em abrigos para idosos, se fosse detectada necessidade. O kit incluía vários folhetos do GSO. Nós então distribuímos aqueles folhetos para mais de 100 asilos para pessoas idosas, mas pelo que sei não houve resposta. Ela diz ainda “Eu mesma ajudei uma companheira a desenvolver um tema para ser apresentado pelo CTO no ano passado, a um abrigo para idosos, mas

novamente, até onde sei, não houve resposta. Nosso CTO aqui é muito ativo e ele vem obtendo muito sucesso contatando consultórios médicos, clínicas e pelo menos deixando literatura, em vez da abordagem de um alcoólico a outro alcoólico.

Uma outra companheira de A. A. da Nova Zelândia disse que já teve a experiência de coordenar uma reunião para idosos, e quando eles falavam baixinho de sua cadeiras, ela não os compreendia. Eles também se sentiam constrangidos com sua cadeira de rodas. Ela levou livro Alcoólicos Anônimos para a idosa, mas “sua baixa visão não permitiu que ela lesse aquele material. Ela não pôde compreender os CDs e então decidi ler o Livro para ela. Ela estava falando sobre tudo, menos sobre o programa de A. A. Eu achei aquilo estranho, pois os administradores do abrigo para idosos queriam que ela parasse de beber mas eles ainda faziam festas com bebidas alcoólicas para os idosos com frequência.”

Isto me diz que levar a mensagem de A. A. a pessoas idosas podem necessitar de alcoólicos bem preparados, da mesma forma que os companheiros que visitam prisões, hospitais psiquiátricos e clínicas fazem.

Meu amigo delegado de A. A. da Nova Zelândia, Steve Smith, foi a um lar de idosos, atendendo a uma solicitação de pessoas que entraram em contato com o Escritório de Serviços Locais. A pessoa não era idosa, mas uma pessoa deficiente física, que não tinha outro lugar para ficar. “Nós ficamos algum tempo conversando com ele, mas ele não estava interessado, e por isso deixamos alguns folhetos informativos e endereços de grupos e do ESL.

Minha experiência pessoal, que se parece muito com algumas da Nova Zelândia, é formar grupos de apoio dentro de abrigos para idosos, para homens ou mulheres individualmente, que já foram membros de A. A. Interessante, eles parecem seguir o apadrinhamento dos membros de A. A., “homem apadrinha homem e mulher apadrinha mulher”. O livro Doze Passos e Doze Tradições diz... “levar a mensagem para alcoólicos” e quando nós estamos doentes ou idosos e nós e eu, ainda necessitamos que a mensagem seja trazida para nós.

Eu me pergunto se existem diferenças culturais e populacionais entre países com relação a levar a mensagem a esses abrigos para idosos. Isso pode mudar à medida que novos lares para idosos sejam instalados em meu país. Atualmente nós idosos tendemos a ficar em nossas casas, com a ajuda necessária. Outro delegado de A. A. aqui da Nova Zelândia me disse: “eu nunca ouvi falar de grupos de apoio ou de pedido de palestras sobre o programa de recuperação de A. A. dentro de lares de idosos”. Nosso Escritório de Serviços Gerais também não recebeu nenhum pedido nesse sentido. Talvez com as pessoas idosas na Nova Zelândia que tenhamos que nos preocupar, e não com os lares para pessoas idosas.

Os depoimentos no folheto: “A. A. para o Alcoólico Idoso – não há depoimentos de pessoas que vieram para A. A. e receberam a mensagem em um abrigo para idosos, e eu espero ouvir as experiências, forças e esperanças de vocês sobre esse tópico.

Sob o título, “Quem leva a mensagem?”, um artigo da revista Grapevine nos lembra que “O preâmbulo de A. A. Conclui que “o nosso propósito primordial é mantermo-nos sóbrios e ajudarmos outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade.” O escritor continua: uma pessoa que ainda está bebendo é solitária, e muitas vezes pode ser encontrada em asilos para idosos. Visite
esses locais. Converse com os pacientes e você irá encontrar muitos alcoólicos para quem você deve levar a mensagem” O artigo também diz “Nós devemos fazer o máximo com o intuito de levar a mensagem de A. A., porque existem milhões de pessoas que ainda estão bebendo e que ainda não foram escolhidos para achar o milagre de A. A. Eu acredito que eles merecem a sobriedade da mesma forma que eu, e talvez as suas sobriedades possam começar comigo. Levando a mensagem de A. A., nós estamos apenas ajudando as pessoas que ainda sofrem, mas estamos definitivamente ajudando a nós mesmos e a nossa sobriedade.

Obrigado a você pela oportunidade de desafiar meu pensamento e me dar uma oportunidade para crescer no serviço. Eu irei certamente compartilhar isso em nossas Assembleias de Área, e na CSG de A. A. da Nova Zelândia – isso me deu alimentação para o meu pensamento.

(Fonte: Relatório Anual de Alcoólicos Anônimos do Brasil – XXXIX Conferência de Serviços Gerais – Páginas: 163 – 164)